Num mundo digital, como ficam as mídias chamadas de tradicionais?

Quando falamos em campanhas tradicionais, nos referimos a rádio, TV, jornal, revista, impressos, outdoors e outros. Quando falamos em campanhas digitais, são as redes sociais, sites, blogs, e-mails marketing, aplicativos, etc. Quanto ao e-mail marketing pode-se classificar entre as duas modalidades, ainda que seja um meio digital, porque ele já era muito usado antes do “boom digital” como apoio às campanhas tradicionais.

O fato é que, atualmente, ambas são importantes para se comunicar e vender. Estamos em um momento de transição e adaptação do tradicional para o digital. Ao mesmo tempo em que crianças de 2 anos já dominam as telas dos smartphones, há uma enorme quantidade de adultos e idosos que estão aprendendo a lidar com os aparelhos, além daqueles que não fazem a menor questão de aprender.

A prova disso são os dados levantados pela Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada em 2016 pelo IBOPE, que aponta que os meios de comunicação que as pessoas mais usam para se informar no Brasil são, respectivamente, TV, internet e rádio. Ou seja, eles estão interligados no dia a dia das pessoas, e a menos que haja um objetivo muito específico de atingir um público-alvo que comprovadamente é massivo no meio digital, deixar a propaganda tradicional de lado é uma negligência, uma perda de oportunidade.

A combinação perfeita
A melhor maneira de atingir o objetivo de uma campanha com um público-alvo bem distribuído é combinar o digital e o tradicional (on-line e off-line). Opte por uma estratégia que seja capaz de entregar o todo, visando uma campanha completa, com a mesma identidade e o mesmo objetivo. Nesse cenário, cada profissional irá se dedicar a extrair o melhor da sua área porque, no final, tradicional e digital se complementam.

Alguns produtos e serviços, em determinado momento, precisam atingir públicos distintos, e um bom estudo e planejamento de marketing para escolher os meios ideais resolve isso, mantendo a identidade e variando a interatividade dentro da campanha.

É possível fazer com que um outdoor e um anúncio em revista transmitam a mensagem desejada à parcela do público que não tende a interagir de forma digital. Mas estes mesmos meios podem conter um elemento que permita ao usuário interessado em interagir digitalmente poder acessar a mesma peça através do seu smartphone, por exemplo.

Dessa forma, define-se a mesma identidade para a campanha toda, mas adapta-se as peças para digital (on-line) e tradicional (off-line).

Uma das maiores vantagens dessa opção é que as campanhas digitais são mais flexíveis, permitindo um acompanhamento detalhado dos resultados obtidos durante o período de vigência. Dessa forma há um controle maior sobre retorno do investimento feito na campanha digital, pois se o acompanhamento diário mostrar que determinado aspecto da campanha não está atingindo tanto público quanto poderia, ela pode ser modificada e melhorada antes de terminar.

As campanhas tradicionais continuarão vivas
Por mais que existam aspectos importantes para reduzir o consumo de publicidade tradicional, como exemplo a redução de papéis impressos para a preservação do meio ambiente, ainda estamos longe de nos tornar 100% digitais.

As pessoas estão acostumadas com os comerciais de TV, com o rádio ligado no carro ou no trabalho, com as revistas e jornais na sala de espera do médico. E principalmente no Brasil, onde os serviços de internet ainda são caros e em muitas localidades são de péssima qualidade, a melhor estratégia é conhecer o seu público e a forma de chegar até ele, seja on-line ou off-line ou ainda uma combinação dos dois.

O grande lance é confiar em profissionais que saibam fazer essa combinação de forma eficiente, sabendo aplicar os investimentos nos meios e no momento ideais, e agregar valor à marca através do encantamento dos clientes, gerando mais do que vendas – investindo em uma comunicação com propósito que gere relacionamentos confiáveis e duradouros.